Friday, September 15, 2006

Minha Nossa Senhora!!!

Nem sei se serei digno de usar tal exclamação novamente após o fim desse texto. Por isso permitam-me utilizá-la uma última vez. Deixem eu explicar. É que Osclepíades passou por algumas experiências traumáticas, como a morte de seu periquito Rex. E resolveu seguir uma religião. Eu como bom amigo tentarei abrir seus olhos, ou pelo menos clarear sua escolha. Não quero aqui condenar qualquer ideologia ou crença, já que o Alcorão e a bíblia são na minha opinião enigmas que são decifrados de acordo com as ideologias de cada religião. Prefiro citar as falhas "terrenas" de nossas religiões e religiosos. Todo ser humano pensante sabe que toda a religião tem seu problemas e suas falhas. E como não teria, afinal seus próprios criadores e seguidores (nós) são imperfeitos, (a não ser o Inri Cristo é claro). Hahaha, desculpem... não sei de onde tirei essa!!! Para se manter isenta dos problemas e pecados do mundo uma religião deve: 1- Ter uma filosofia crítica e corretiva, ou seja, que tenha ética e defenda valores. Porém temos os casos de denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo Edir Macedo, ou os padres pedófilos que envergonham a Igreja Católica. 2- Manter-se afastado de qualquer aliança política ou apego de ordem social, econômica e política, pois deverá ser alheia e superior a tudo isso. Mas temos exemplos do "ilustre e dietético" ex prefeito e secretário de segurança do Rio de Janeiro Garotinho, que tem como principal apoio e eleitores os fiéis das Igrejas Evangélicas. Ou ainda, o maior motivo da busca da religião pelas pessoas. A crença alimentada pelas igrejas de que o fervor religioso além de trazer uma grande espirituação, traz também mudanças poderosas na vida social e econômica do fiel. 3- Ter comunidades criativas, confortadoras e que se desenvolva na expansão do amor, se adaptando aos novos tempos. Ao invés disso a Igreja Católica se opõe à utilização da camisinha e a TV apresenta programas de índole duvidosa como " Fala que eu te escuto" e "Jornal da Record" (os dois da mesma emissora). Além do maior problema de todas as religiões, quando elas se tornam instituições e a igreja passa a ficar acima da religião. 4- Promover o crescimento espiritual e a apreciação dos valores cósmicos dos fiéis. Difícil pensar nisso após assistir um bispo golpear uma santa em transmissão nacional. 5- E por fim deve impedir o fanatismo, dando valor a atitudes mentais e científicas. Mas quem não se lembra quando descobriram que os exorcizados da Igreja Universal eram, na verdade, segurança e funcionários em geral da própria igreja. Fora as religiões protestantes que são acusadas por outras religiões de se basear na adulteração da bíblia (seriam aproximadamente 3 mil). Na minha opinião a chave disso tudo está na fé. A fé é quando aquilo que se crê está acima do que se conhece. E quando o que se crê cega o que se conhece se dá o fanatismo e a religião vira comércio e meio de controle de massa. O ideal é quando aquilo que se crê mesmo estando acima do que se conhece, serve para determinar nossa conduta e as formas de encarar o mundo. Mas sempre por conta própria e não por imposição dessa ou daquela religião. Podem dizer o que quiser. Que Jesus pediu a Pedro que fizesse um templo e tudo mais, porém isso é só mais uma forma de tornar fraco o templo que está dentro de nós e que somos nós. E um último conselho Osclepíades. Se Jesus for seu caminho, lembre que quem dá os passos é você. Se Jesus guia seus passos, lembre que as pernas ainda são suas. Se Jesus te carrega nos braços, porra!!!... Tu não sabe fazer nada sozinho não!? E foi-se por água abaixo o livre arbítrio. Osclepíades ouviu e refletiu muitos sobre essas palavras... E não é que no fim das contas o desgraçado virou budista!!! Valha-me meu Santo expedito!!! Ops! Foi mal!
Ouça:
Oficina G3, banda evangélica de muita qualidade.
Assista:
"O hábito não faz o Monge", filme hilário que mostra o comercialização da fé pelas religiões.

Seção "Esse é o Cara" !!! (Steven Demetre Georgiou, Yusuf Islam ou Cat Stevens)

Nascido e criado em Londres, ele que um dia foi Steven Demetre Georgiou, mais conhecido pelo apelido de "Cat (olhos de gato) Stevens e hoje chamado Yusuf Islam, se tornou um astro da música pop nas décadas de 1960 e 1970, nas quais compôs grandes sucessos como Wild World, Father and Sun, Moonshadow e Morning Has Broken.No entanto, sua vida deu uma guinada inesperada em 1977, após quase morrer afogado em uma praia de Malibu (Califórnia).O até então conhecido como Cat Stevens começou a levar uma vida mais espiritual e a conhecer com mais profundidade a religião islâmica, à qual se converteu em 1978, quando mudou seu nome para Yusuf Islam e abandonou a música comercial para se dedicar à música espiritual e a tarefas benéficas e educativas.Durante quase três décadas, o ex-astro da música fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.Além disso, Islam criou seu próprio selo fonográfico, Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual.Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de discos por ano.Em 2004, o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a entrada de Islam no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades potencialmente relacionadas ao terrorismo.
Em entrevista recente,Yusuf Islam disse que antes de se converter à religião muçulmana, lançará um novo disco de música pop depois de 28 anos longe das paradas e dedicados à música espiritual e aos trabalhos beneficentes.

Ouça:
O cd "TEA FOR THE TILLERMAN", com algumas de suas melhores canções.
Assista:
O filme “ENSINA-ME À VIVER” teve em sua trilha sonora, nada menos, que nove musicas de Cat Stevens. Ele só concordou em compor a trilha depois de assistir e identificar-se com o filme.

De mão na grana, todo mundo é sacana.

"Dê-lhes dinheiro e um cargo público, assim toda crença e ideologia vai por água abaixo". Foi o que disse durante uma aula de história do Brasil meu professor Arthur José. Ele com certeza tem muito mais cacife para afirmar isso do que eu e Osclepíades juntos. Afinal além de ter doutorado ele participou do movimento "Diretas já" (1984), que apoiava a Emenda Dante de Oliveira, à favor da realização de eleições diretas onde o povo pudesse escolher seus representantes (eleições diretas), antes eram eleitos pelo Congresso nacional, formado principalmente por militares. Mesmo não sendo aprovada pelo Congresso a emenda ajudou a enterrar a ditadura e tornou a mudança possível com a eleição de Tancredo Neves.
Mas chega de aula de história e vamos ao que interessa. Li na folha de São Paulo de 9 de julho de 2006 que Dante de Oliveira, o autor da genial emenda faleceu nesse mesmo mês aos 54 anos. E me veio a seguinte dúvida: Quando Dante criou a emenda tinha 32 anos. Mas o que fez esse prodígio político pelo Brasil após isso? Dante chegou ao Congresso com 30 anos e com 32 ajudou a mudar a história do país. Mas o que fez nos 22 anos seguintes de sua vida política? Pois depois de 1984 nunca mais se ouviu falar de grandes feitos e nem pequenos por parte dele. Os livros e jornais dizem que Dante em seu início, era um político falante, que vivia cheio de idéias e pensava grande. Mas com o tempo os grandes plano ficaram só no papel. Aliás é o que acontece com todos os nossos políticos, cheios de planos e fórmulas "salvadoras da nação". Porém quando são eleitos nada se transforma, nenhum avanço e nem mudança concreta. Mas tudo bem, afinal nem lembramos em quem votamos para deputado na última eleição.
Mas o que faz com que nosso representantes percam sua vontade de mudar a história ou de lutar pelos ideais da nação, (qualquer que seja esse ideal)? Eu tenho cá minhas teorias.
Talvez o cargo público, o poder e a estabilidade financeira subam à cabeça e façam eles se esquecerem de quem os colocou no posto em que estão. Afinal quando se chega lá em cima, para que olha para baixo e ver o caos? "Se a paisagem é feia que feche-se a janela" e o povo que mata um leão por dia pra sobreviver, por conta própria e com canivete de preferência, que é para não sobrar tempo de para reclamar. O Lula por exemplo recebe uma pensão de R$ 3.862 do Bolsa - Ditadura e mais R$ 8.800 de salário presidencial (mas com contribuições ao PT e outros descontos sobram 6.830 líquidos). Difícil lembrar que um dia já foi metalúrgico não? Ainda assim esse salário é considerado inferior a de 22.000 servidores públicos brasileiros e igual à remuneração de seus ministros.
Quem sabe a política seja trabalho demais e não sobre tempo para cuidar das necessidades do povão. Afinal ser esculachado pelo presidente da Bolívia, Evo Morales e chamado de pinguço pelo Ronaldinho, como fez Lula, ou ainda, ter aulas de canto como Roberto Jeferson (que canta mal pra c... diga-se de passagem), seja mais importante do que do que prender bandido e matar a fome da população. Um senador trabalha três horas por dia, três dias por semana. Estressante não? (aviso aos desavisados.... Estou sendo irônico).
Uma terceira teoria, um pouco mais séria, mas não menos triste é a de que o talentoso, inteligente e sonhador político se depara com o poder, administração, as pressões, as necessidades imensas da sociedade e as verbas mínimas por causa das corrupções, mensalões, nepotismos, sanguessugas e outros obstáculos, que faz com que o cargo político se torne um emprego e não uma vocação. Pois a política é como a música, a arte e o sacerdócio religioso, que não podem ser "feitas" por quem quer viver disso, mas sim por quem tem vocação pra isso.
O próprio Dante após 1984 aliou-se a outros talentosos políticos de esquerda como: Arthur Virgílio (AM), Márcio Lacerda (MT), Márcio Santilli, João Hermann (SP) e outros, todos cheios de energia e utopia, acreditando que a política poderia mudar o mundo. Sonhavam até com Fernando Henrique na presidência, (na época um respeitado sociólogo, hoje nas suas próprias palavras, nem lembra mais o que escreveu).
Os "capuchinhos" como eram chamados, (por serem barbudos e terem tudo a ver com o momento) perderam seus sonhos pelo caminho. Alguns desistiram, como Santlli, que virou indigenista, Hermann está com Lula, Virgílio é líder dos Tucanos (PSDB) no senado e Dante voltou as origens, governado o Mato Grosso, até falecer de uma doença súbita. Mas nunca mais se ouviu falar de grandes lutas ou projetos por parte deles.
Pior do que um herói morto de overdose, é um herói se tornar vilão. E para virar vilão na política basta não fazer nada.

Ouça:
"Terra de gigantes" (versão original)- Engenheiros do Hawaí, fala sobre mudanças nas crenças e preocupações;
"Que país é esse?" - Legião Urbana, não poderia faltar como hino de revolta com a política;
"Money"- Pink Floyd, e descubra tudo o que o dinheiro pode fazer.

Thursday, September 14, 2006

Seção "Esse é o Cara" !!! (Mahatma Gandhi)

Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (Mahatma, do sânscrito "grande alma"). Nascido em 2 de outubro de 1869 - Nova Déli, foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
Gandhi ajudou a libertar a Índia do governo britânico, inspirando outros povos coloniais a trabalhar pelas suas próprias independências e em última análise para o desmantelamento do Império Britânico e sua substituição pela Comunidade Britânica (Commonwealth). O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racistas, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi). Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico - apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés. O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.
Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, Gandhi e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.
Gandhi nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz, apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948.
Em 30 de janeiro de 1948, Gandhi morre assassinado por um hindu que chamava-se Nathuram Godse, um ativista da RSS (Rashtriya Swayamsevak Sangh), uma organização da extrema-direita nacionalista do estado de Maharastra, que vira no atentado um protesto contra a secessão do subcontinente entre hindus e muçulmanos, referendada pelo Mahatma.. Estava com 78 anos. Lord e Lady Mountbatten, ao lado de um milhão de indianos, comparecem ao funeral. Suas cinzas são lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.

Saturday, September 02, 2006

Ombudsman (bunda suja)

Calma!! Ombudsman não quer dizer bunda suja em Alemão ou qualquer outro idioma, e nem diz respeito a nenhum tipo de palavrão. Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos países escandinavos, o ouvidor-geral, função pública criada para canalizar problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. Por isso, gostaria de convidá-los à “ombudsmanizar” (que palavra horrível inventei) comigo. Após ler alguns artigos e assistir algumas entrevistas dos presidenciáveis Geraldo Alckmin e Luis Inácio “Lula” da Silva, decidi canalizar nos textos a seguir (Ombudsman “A bula de Lula” e Ombudsman “O plano do Tucano”) alguns dos problemas e triunfos de seus respectivos governos, além de mostrar como se defenderão das críticas dos adversários e quais sua principais propostas de governo. Espero também que eu e Osclepíades possamos ajuda-los a escolher o próximo representante da nação nos quatro anos que virão. Afinal essa é uma tarefa difícil. Principalmente porque ficaremos totalmente perdidos sem a Enéas e sua barba inseparável (da qual se desfez penosamente), e já que Luiza Helena não vai ter muitas chances como candidata à presidência das próximas eleições de 2006.
Mas enfim, cada político possui seu índex, ou seja, pontos vulneráveis do candidato ou de seu governo. Em outras palavras, cada presidenciável tem sua “bunda suja”, aquilo que pode ser considerado como a pedra no sapato de seu governo e que cada candidato procura esconder e não comentar até que caia no esquecimento, pois os políticos mais do que ninguém sabem que os brasileiros têm memória curta.



Ombudsman “A bula de Lula”
A maior pedra no sapato de Lula com certeza é o episódio do mensalão (onde Roberto Jefferson contou que o tesoureiro Delúbio Soares, do Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo partido do presidente Lula, pagava uma mensalidade de R$ 30 mil a alguns deputados do Congresso Nacional brasileiro, para que eles votassem seguindo a orientação do bloco do governo), assim como sua relação com supostos esquemas de corrupção na máquina pública (como a máfia das sanguessugas). Por serem temas que o PT procurará evitar a todo o custo, esses serão os assuntos preferidos de seus adversários. Para fugir das acusações o PT defenderá fortemente a reforma política com financiamento público, (ou seja, dinheiro do povo ao invés de dinheiro das empresas), o que na minha opinião é muito importante, afinal o dinheiro doado pelas empresas, após as eleições, é pago através de concessões e “favores” prestados pelos partidos. O PT defenderá também a fidelidade partidária, buscando acabar com aquele troca-troca de partidos feito pelos políticos. O seu discurso será o de que a reforma corrigirá equívocos históricos do sistema político-partidário que são as causas do caixa dois e da crise de governabilidade na coalizão formada no congresso (ou seja, será o fim dos problemas políticos que surgem graças a acordos ou alianças entre partidos, como a compra de deputados). Enfim prometem acabar com as “tramóias” que ocorrem por debaixo dos panos no Congresso, tentando provar que esses problemas estão a muito tempo na política e não surgiram apenas no governo Lula. Como o Valerioduto (esquema montado por Marcos Valério) que teria “nascido” em Minas, no governo do PSDB (partido de Alckmin). Isso também servirá como tática para associar a imagem do PSDB à de um partido atrasado, com um governo de economia instável e vulnerável, que não se preocupa com o povo e que sucateia a infra-estrutura (água, luz, telefone e estradas). Com um governo marcado por apagões e privatizações que arruinaram o patrimônio público. Esse discurso será utilizado principalmente para defender Lula em questões delicadas sobre o rumo da política econômica e para ferir a moral do partido de Alckmin.
Um dos trunfos do PT são as comparações entre o governo Lula e o governo Fernando Henrique Cardoso (mesmo partido de Alckmin). Onde todos os indicadores sociais e econômicos (pagamentos de dívidas com o FMI, taxa de desemprego, que é a mais baixa desde a era FHC e investimentos na educação) são favoráveis a Lula. Graças a esses bons resultados da economia e de programas sociais como o Bolsa Família, que unificou os programas sociais que são indicadores de transferência de renda aos mais pobres e outros como o Prouni, SAMU e Saúde bucal; fazem com que Lula tenha votos consolidados nas classes D e E. Ao mesmo tempo, Lula evita falar de outros programas que tiveram problemas em sua implantação, como o Fome zero, Primeiro emprego e Farmácia popular. Lula tentará passar longe de temas como a adoção de qualquer novo modelo econômico num segundo mandato, mesmo que haja um sinal de redução do superávit primário (retenção de recursos de saúde, transporte e assistência social por parte do governo para o pagamento de dívida externa ou interna), assim como a revisão das metas da inflação. Negará também a acusação de mau uso do dinheiro público, dizendo que o compromisso do Pt nunca foi só com o superávit primário, mas superávit social (criação de empregos e aumento do salário mínimo).
Por fim a promessa econômica de Lula para um segundo mandato é a de “crescimento acelerado e com estabilidade; e responsabilidade fiscal (controle de gastos) para manter essa estabilidade”. Uma de suas citações é,"Não sei se conseguirei fazer tudo o que precisa ser feito, tenho até dúvidas, mas não será por falta de esforço, compromisso. Se a gente não cumprir é porque houve fatores extraterrestres que nos impediram". Bom, lembremos que ele tem um nove dedos nas mãos, língua presa e nunca sabe de nada, sendo assim só pode ser de outro planeta!!!


Ombudsman “O plano do Tucano”
Em comum Lula e Alckmin tem como índex o campo dos gastos públicos. Ambos evitarão falar de soluções para o incômodo déficit previdenciário (mudança na previdência social, carga tributária, destino da CPMF). Outro fator importante é que um tem barba e outro não tem cabelo (cuidado, tem gente que confunde), mas isso não deve prejudicar tão gravemente a governabilidade.
O tímido crescimento da economia tem sido um dos principais alvos de Alckmin ao atacar Lula. Alckmin pretende eleger a saúde, educação e segurança como temas de campanha. Geraldo Alckmin terá de se defender de dois temas que são seu calcanhar de Aquiles: a crise de segurança pública em São Paulo (ataques do PCC) e a comparação dos governos Lula e FHC, mesmo que em seu discurso ele esteja sempre pronto a defender FHC. Alckmin vai tentar desqualificar o governo Lula chamando-o de atrasado, atacando os valores éticos de Lula (exemplo disso é o slogan “Brasil decente, Alckmin presidente”), criticando a política de falar mal do antecessor (FHC). Por esse motivo evitará falar também em reeleição e duração de mandato presidencial. Alckmin abordará a crise da Bolívia (desentendimento entre Brasil e Bolívia por irregularidades na produção de gás). Bom, só faltou Alckmin pegar no pé do Lula por ter sido chamado de pinguço pelo Ronaldinho!! Aí já era sacanagem!!!
Alckmin vai mostrar sua atuação no governo de São Paulo, em comparação com as deficiências da administração federal (ou seja, no país) petista. Mostrando também que a segurança é um problema nacional e não só de seu governo em São Paulo. Repetindo que o governo federal foi omisso, Alckmin tenta mostrar que tem propostas consistentes para o setor, como a polícia de fronteira, que cuidaria das fronteiras brasileiras contra a entrada de traficantes e outros criminosos. Além da apresentação de medidas adotadas pelo governo de São Paulo e a federalização do problema. Pois tornando a violência um problema nacional, tornaria-se mais fácil tratá-lo. Realmente não concordo com isso. Afinal não é claro que a violência aflige o país inteiro? E não seria para isso que serve a Polícia Federal? Seria para cuidar dos crimes de âmbito nacional? Ou porque ao invés de botar a culpa em um dos lados, ele não propõe fortalecer as duas polícias ou criar uma força tarefa com os governos federal e estadual para combater o crime organizado, unindo assim as duas polícias e melhorando a comunicação entre elas? Eta careca sem noção!! Porém Alckmin se defenderá acusando a PF de ter sido ineficiente em cuidar da segurança. Realmente a PF tem sido ineficiente em cuidar dessa questão, mas não creio que o problema tenha sido apenas dela. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, por exemplo não soube tomar as devidas medidas como retirar os celulares dos detentos ou corrigir os problemas do sistema prisional de São Paulo.
Para conquistar os eleitores das classes D e E (onde Lula tem maioria), o tucano promete manter a rede de proteção social, ou até ampliá-la e insistirá no discurso que é preciso garantir emprego para que o brasileiro não dependa de benefícios públicos, o que na minha opinião é uma ótima proposta, pois realmente distribuição justa de renda através do trabalho é um sonho antigo no Brasil. Utilizando sua experiência como governador Alckmin buscará dar “densidade” para suas propostas demonstrando que pode cumpri-las. Mostrando os bons exemplos de seu governo como o Bom prato e o Poupa tempo. A idéia do PSDB é apresentar uma plataforma baseada em dois pilares: desenvolvimento e serviços essenciais do Estado. O seu projeto de desenvolvimento apresentará um pacote de investimentos em infra-estrutura, com apoio da iniciativa privada (indústrias e empresas), outro de apoio à agricultura e um terceiro de redução da carga tributária (impostos) e incentivo ao microempresário.
Ao pregar a melhoria das condições macroeconômicas, Alckmin atacará os pontos fracos do governo: taxas de juros (onde Lula tem como alvo o uso da política de juros pelo Banco Central para combater pressões inflacionárias) e o câmbio (onde no governo petista, o dólar tem tido um valor muito mais alto do que o real).
Finalmente a promessa econômica do PSDB é a mesma que a do PT, crescimento e choque de gestão, com redução de gastos. E em uma de suas citações sobre o avanço de 0,5% do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro, o tucano disse que "é uma vergonha" o país ser "o laterninha do crescimento". "O Brasil anda para trás, enquanto países emergentes, a América Latina, crescem mais 6%". Bem, às vezes não é tão grave andar para trás, já que em São Paulo não se anda nem de ônibus!!!

E bom voto!!
Ouça: 300 picaretas, dos Paralamas do Sucesso. Fala sobre falcatruas e baseia-se em uma citação da época em que Lula sabia das coisas.
Acesse: http://www.lula.org.br/home.php e http://www.geraldo45.org.br/e veja as informações sobre os candidatos direto de seus sites.

Seção "Esse é o Cara" !!! (Martin Luther King)

Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou. Em seus estudos se dedicou aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas idéias do hindu Mohandas K.Gandhi.
Em 1954 tornou-se pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra, Luther King como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano, King teve sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Em 1957 Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai a Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi.
King liderou uma série de protestos em diversas idades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial (separação de negros e brancos) em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso, tendo sido acusado de causar desordem pública.
Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso “I have a dream” (Eu tenho um sonho). Em 1964 se tornou a pessoa mais jovem a receber o prêmio com o Nobel da Paz.
Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou em seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis. James Earl confessou o Crime, mas anos depois repudiou sua confissão. Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos EUA para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King - sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King.

Leia:
O famoso discurso “I have a dream” (Eu tenho um sonho).
Ouça:
What's Going On de Marvin Gaye, um hino à identidade negra.