Saturday, September 02, 2006

Ombudsman (bunda suja)

Calma!! Ombudsman não quer dizer bunda suja em Alemão ou qualquer outro idioma, e nem diz respeito a nenhum tipo de palavrão. Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos países escandinavos, o ouvidor-geral, função pública criada para canalizar problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. Por isso, gostaria de convidá-los à “ombudsmanizar” (que palavra horrível inventei) comigo. Após ler alguns artigos e assistir algumas entrevistas dos presidenciáveis Geraldo Alckmin e Luis Inácio “Lula” da Silva, decidi canalizar nos textos a seguir (Ombudsman “A bula de Lula” e Ombudsman “O plano do Tucano”) alguns dos problemas e triunfos de seus respectivos governos, além de mostrar como se defenderão das críticas dos adversários e quais sua principais propostas de governo. Espero também que eu e Osclepíades possamos ajuda-los a escolher o próximo representante da nação nos quatro anos que virão. Afinal essa é uma tarefa difícil. Principalmente porque ficaremos totalmente perdidos sem a Enéas e sua barba inseparável (da qual se desfez penosamente), e já que Luiza Helena não vai ter muitas chances como candidata à presidência das próximas eleições de 2006.
Mas enfim, cada político possui seu índex, ou seja, pontos vulneráveis do candidato ou de seu governo. Em outras palavras, cada presidenciável tem sua “bunda suja”, aquilo que pode ser considerado como a pedra no sapato de seu governo e que cada candidato procura esconder e não comentar até que caia no esquecimento, pois os políticos mais do que ninguém sabem que os brasileiros têm memória curta.



Ombudsman “A bula de Lula”
A maior pedra no sapato de Lula com certeza é o episódio do mensalão (onde Roberto Jefferson contou que o tesoureiro Delúbio Soares, do Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo partido do presidente Lula, pagava uma mensalidade de R$ 30 mil a alguns deputados do Congresso Nacional brasileiro, para que eles votassem seguindo a orientação do bloco do governo), assim como sua relação com supostos esquemas de corrupção na máquina pública (como a máfia das sanguessugas). Por serem temas que o PT procurará evitar a todo o custo, esses serão os assuntos preferidos de seus adversários. Para fugir das acusações o PT defenderá fortemente a reforma política com financiamento público, (ou seja, dinheiro do povo ao invés de dinheiro das empresas), o que na minha opinião é muito importante, afinal o dinheiro doado pelas empresas, após as eleições, é pago através de concessões e “favores” prestados pelos partidos. O PT defenderá também a fidelidade partidária, buscando acabar com aquele troca-troca de partidos feito pelos políticos. O seu discurso será o de que a reforma corrigirá equívocos históricos do sistema político-partidário que são as causas do caixa dois e da crise de governabilidade na coalizão formada no congresso (ou seja, será o fim dos problemas políticos que surgem graças a acordos ou alianças entre partidos, como a compra de deputados). Enfim prometem acabar com as “tramóias” que ocorrem por debaixo dos panos no Congresso, tentando provar que esses problemas estão a muito tempo na política e não surgiram apenas no governo Lula. Como o Valerioduto (esquema montado por Marcos Valério) que teria “nascido” em Minas, no governo do PSDB (partido de Alckmin). Isso também servirá como tática para associar a imagem do PSDB à de um partido atrasado, com um governo de economia instável e vulnerável, que não se preocupa com o povo e que sucateia a infra-estrutura (água, luz, telefone e estradas). Com um governo marcado por apagões e privatizações que arruinaram o patrimônio público. Esse discurso será utilizado principalmente para defender Lula em questões delicadas sobre o rumo da política econômica e para ferir a moral do partido de Alckmin.
Um dos trunfos do PT são as comparações entre o governo Lula e o governo Fernando Henrique Cardoso (mesmo partido de Alckmin). Onde todos os indicadores sociais e econômicos (pagamentos de dívidas com o FMI, taxa de desemprego, que é a mais baixa desde a era FHC e investimentos na educação) são favoráveis a Lula. Graças a esses bons resultados da economia e de programas sociais como o Bolsa Família, que unificou os programas sociais que são indicadores de transferência de renda aos mais pobres e outros como o Prouni, SAMU e Saúde bucal; fazem com que Lula tenha votos consolidados nas classes D e E. Ao mesmo tempo, Lula evita falar de outros programas que tiveram problemas em sua implantação, como o Fome zero, Primeiro emprego e Farmácia popular. Lula tentará passar longe de temas como a adoção de qualquer novo modelo econômico num segundo mandato, mesmo que haja um sinal de redução do superávit primário (retenção de recursos de saúde, transporte e assistência social por parte do governo para o pagamento de dívida externa ou interna), assim como a revisão das metas da inflação. Negará também a acusação de mau uso do dinheiro público, dizendo que o compromisso do Pt nunca foi só com o superávit primário, mas superávit social (criação de empregos e aumento do salário mínimo).
Por fim a promessa econômica de Lula para um segundo mandato é a de “crescimento acelerado e com estabilidade; e responsabilidade fiscal (controle de gastos) para manter essa estabilidade”. Uma de suas citações é,"Não sei se conseguirei fazer tudo o que precisa ser feito, tenho até dúvidas, mas não será por falta de esforço, compromisso. Se a gente não cumprir é porque houve fatores extraterrestres que nos impediram". Bom, lembremos que ele tem um nove dedos nas mãos, língua presa e nunca sabe de nada, sendo assim só pode ser de outro planeta!!!


Ombudsman “O plano do Tucano”
Em comum Lula e Alckmin tem como índex o campo dos gastos públicos. Ambos evitarão falar de soluções para o incômodo déficit previdenciário (mudança na previdência social, carga tributária, destino da CPMF). Outro fator importante é que um tem barba e outro não tem cabelo (cuidado, tem gente que confunde), mas isso não deve prejudicar tão gravemente a governabilidade.
O tímido crescimento da economia tem sido um dos principais alvos de Alckmin ao atacar Lula. Alckmin pretende eleger a saúde, educação e segurança como temas de campanha. Geraldo Alckmin terá de se defender de dois temas que são seu calcanhar de Aquiles: a crise de segurança pública em São Paulo (ataques do PCC) e a comparação dos governos Lula e FHC, mesmo que em seu discurso ele esteja sempre pronto a defender FHC. Alckmin vai tentar desqualificar o governo Lula chamando-o de atrasado, atacando os valores éticos de Lula (exemplo disso é o slogan “Brasil decente, Alckmin presidente”), criticando a política de falar mal do antecessor (FHC). Por esse motivo evitará falar também em reeleição e duração de mandato presidencial. Alckmin abordará a crise da Bolívia (desentendimento entre Brasil e Bolívia por irregularidades na produção de gás). Bom, só faltou Alckmin pegar no pé do Lula por ter sido chamado de pinguço pelo Ronaldinho!! Aí já era sacanagem!!!
Alckmin vai mostrar sua atuação no governo de São Paulo, em comparação com as deficiências da administração federal (ou seja, no país) petista. Mostrando também que a segurança é um problema nacional e não só de seu governo em São Paulo. Repetindo que o governo federal foi omisso, Alckmin tenta mostrar que tem propostas consistentes para o setor, como a polícia de fronteira, que cuidaria das fronteiras brasileiras contra a entrada de traficantes e outros criminosos. Além da apresentação de medidas adotadas pelo governo de São Paulo e a federalização do problema. Pois tornando a violência um problema nacional, tornaria-se mais fácil tratá-lo. Realmente não concordo com isso. Afinal não é claro que a violência aflige o país inteiro? E não seria para isso que serve a Polícia Federal? Seria para cuidar dos crimes de âmbito nacional? Ou porque ao invés de botar a culpa em um dos lados, ele não propõe fortalecer as duas polícias ou criar uma força tarefa com os governos federal e estadual para combater o crime organizado, unindo assim as duas polícias e melhorando a comunicação entre elas? Eta careca sem noção!! Porém Alckmin se defenderá acusando a PF de ter sido ineficiente em cuidar da segurança. Realmente a PF tem sido ineficiente em cuidar dessa questão, mas não creio que o problema tenha sido apenas dela. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, por exemplo não soube tomar as devidas medidas como retirar os celulares dos detentos ou corrigir os problemas do sistema prisional de São Paulo.
Para conquistar os eleitores das classes D e E (onde Lula tem maioria), o tucano promete manter a rede de proteção social, ou até ampliá-la e insistirá no discurso que é preciso garantir emprego para que o brasileiro não dependa de benefícios públicos, o que na minha opinião é uma ótima proposta, pois realmente distribuição justa de renda através do trabalho é um sonho antigo no Brasil. Utilizando sua experiência como governador Alckmin buscará dar “densidade” para suas propostas demonstrando que pode cumpri-las. Mostrando os bons exemplos de seu governo como o Bom prato e o Poupa tempo. A idéia do PSDB é apresentar uma plataforma baseada em dois pilares: desenvolvimento e serviços essenciais do Estado. O seu projeto de desenvolvimento apresentará um pacote de investimentos em infra-estrutura, com apoio da iniciativa privada (indústrias e empresas), outro de apoio à agricultura e um terceiro de redução da carga tributária (impostos) e incentivo ao microempresário.
Ao pregar a melhoria das condições macroeconômicas, Alckmin atacará os pontos fracos do governo: taxas de juros (onde Lula tem como alvo o uso da política de juros pelo Banco Central para combater pressões inflacionárias) e o câmbio (onde no governo petista, o dólar tem tido um valor muito mais alto do que o real).
Finalmente a promessa econômica do PSDB é a mesma que a do PT, crescimento e choque de gestão, com redução de gastos. E em uma de suas citações sobre o avanço de 0,5% do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro, o tucano disse que "é uma vergonha" o país ser "o laterninha do crescimento". "O Brasil anda para trás, enquanto países emergentes, a América Latina, crescem mais 6%". Bem, às vezes não é tão grave andar para trás, já que em São Paulo não se anda nem de ônibus!!!

E bom voto!!
Ouça: 300 picaretas, dos Paralamas do Sucesso. Fala sobre falcatruas e baseia-se em uma citação da época em que Lula sabia das coisas.
Acesse: http://www.lula.org.br/home.php e http://www.geraldo45.org.br/e veja as informações sobre os candidatos direto de seus sites.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Oie...
Hmmm prof lokoooo ..
Mto massa !! ^^
Bjaum fessor ta mto dahra ake
=*

7:02 PM  
Anonymous Anonymous said...

Ae primoo,seu blog tah muito maneiro! Adorei o poster!D+ mesmo! :)
Muuuitas saudades!!!!!
Te amo,te amo,te amo
Beijão

8:39 PM  

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