Thursday, November 09, 2006

Hemorróidas.

Palavra que dói, espanta e causa risada. Hemorróidas. Até quem nunca teve conhece seus males. Tenho para mim, que além de doença a hemorróidas deveria ser como um termômetro que nos dissesse, “putz cara, quantas horas mais você vai ficar sentado na frente dessa TV!!!”.
Pronto! Já disse a que vim Osclepíades. Vamos falar da Tv. Essa caixinha mágica que os desavisados usam como forma de obter conhecimento e os solitários como companhia. Todos somos unânimes nisso não?
Todos assistimos TV, uns mais, outros menos (eu mesmo tento me livrar dela no dia a dia, mas confesso ser difícil). Porém como nossa missão é expressar opiniões e buscar mudanças, digo que deixar de assisti-la não irá melhorá-la. Devemos sim assistir oque realmente vale à pena, pois a culpa de toda essa babaquice, falsa moral e poder de construir ou desconstruir valores (que é oque a mídia faz de peito aberto) é culpa nossa.
Não pense você Osclepíades que a TV é boazinha por cortar a parte censurada do filme de ação, ou que Willian Bonner é seu amigo por dizer boa noite ao fim do telejornal, ou ainda que o Gugu é uma ótima pessoa por ajudar os necessitados, pois quem ajuda na verdade são os patrocinadores de seu programa, enquanto ele responde à processo por exibir a já famosa entrevista com os falsos integrantes do PCC ameaçando a vida de outros artistas. Mas o principal nisso tudo é o fato de que a TV não deve dirigir a opinião pública (nós), mas somos nó que devemos o rumo que a TV deve tomar. A Tv só influencia a sociedade na hora de fazer a justiça a tomar atitudes (como no caso dos assassinatos de Tim Lopes e Suzane e os Irmãos Cravinho) e quando faz a mulherada comprar aquela mistura de botas de astronauta com sapato ortopédico e aqueles ponchos velhos de imigrante mexicano das novelinhas globais.
“Nossa” TV é total reflexo do que nós somos, fúteis e promíscuos (se você não sabe o que significam essas palavras é porque estou certo). Afinal a Tv só passa o que assistimos. Os produtores trabalham de olho no Ibope, incentivando as cartas de telespectadores e canais de comunicação para saber a opinião de ouvintes, no caso das rádios que não podem ser esquecidas.
A mídia tem a “idéia” dos programas mas se baseiam em nós para montar suas grades. Ou você não percebeu o surgimento e crescimento de dois anos pra cá de vários programas de humor (e ainda assim nunca fomo tão tristes) sem graça e Realit shows? Alguns programas jornalísticos têm até recursos para modificar a matéria no ar, esticando assuntos de maior Ibope e encurtando outros que naquele momento estão fazendo o índice despencar. Até a morte ajuda em alguns casos, como o programa “Casseta e Planeta Urgente” que bateu recorde no Ibope com a homenagem à Bussunda após sua morte.
Não estou aqui defendendo a criação de controles dos meios de comunicação, e sim uma real tomada de vergonha na cara por nós o público. Nós temos destruído a Tv o rádio e nossos cérebros, e a mídia se aproveita disso. Ao invés de criar, fazem como dizia o célebre Chacrinha “no Brasil nada se cria, tudo se copia”. Seja copiando programas de outros países como o “Big Brother” ou trazendo de volta programas como “Carga Pesada” (Porra!! Aquele Pedro e Bino já devem estar na 5° hemorróidas, depois de tanto tempo com a bunda naquele caminhão).
Veja quais programas deram mais Ibope nos anos de 2003 à 2005:
-SBT: Seção das dez, Domingo legal e Casa dos artistas;
-Rede TV: Eu vi na TV (aquele do João Kleber e seu “teste de fidelidade”);
-Record: Turma do gueto (nunca vi), Futebol (nem sei quem vê) e Programa do Raul Gil (coitado de quem assiste);
-Canal do boi: Boi ... Boi ... Boi ... Há!! Uma Vaca! ... Boi denovo;
-TV Gazeta: Festa do malandro (sem comentário) e Giro do Guerreiro (sei lá que troço é esse);
-Cultura: O pequeno urso e Castelo Rá-tim-bum (só criança agüenta tanto programa repetido);
-Band: Brasil urgente (sensacionalismo barato) e Macia Goldschimidt (até que era engraçado ver aquelas locas se estapeando por causa de homem de vez em quando) rs...;
-Globo: Novelas, Big brother e Jornal nacional (até que enfim informação!! Se bem que não é das melhores).
Mas cá pra nós, cadê a informação? Cadê a Cultura? Cadê a informação. É triste mas não há nenhuma de qualidade. Talvez "Seu Creison" não esteja tão “erradio” assim e a ignorância ainda seja uma bênção. Porém, eu me recuso a creditar nisso . Mas vou continuar sem sendo fã de Chaves, Beackman e Anos incríveis.

Ouça:
Sempre mais do mesmo da Legião Urbana, que fala muito bem sobre a TV.
3° do plural dos Engenheiros do Hawaii, critica a propaganda e a mídia..
Assista:
Programa Recorte cultural, da Tv cultura, um programa inteligente feito por pessoas inteligentes. Passa de segunda à sexta às 18:00 hrs. e reprisa à meia noite.

Seção "Esse é o Cara" !!! (Marilyn Mason)

Excêntrico? Atormentado? Marketeiro? O Anti-Cristo em pessoa? Para esse que vos escreve ele é um dos caras mais conscientes sobre a política de seu país e mais céticos diante do show que tem se feito com a religião. Muitos são os adjetivos que classificam Marilyn Manson, porém todos concordam em um ponto: Ele sabe como impressionar e causar polêmica. Brian Hugh Warner (seu verdadeiro nome), nasceu em Ohio, no dia 5 de Janeiro de 1969. Teve uma formação católica, tradicional e sua infância foi muito perturbada. Apesar de ser rico, Brian teve infância e juventude difíceis. Era humilhado constantemente onde estudava, sendo espancado devido à sua frágil e diminuta aparência.As três maiores válvulas de escape de Warner eram a música Heavy Metal, as poesias que escrevia e pinturas de Halloween. Sim, pinturas de Halloween: fosse Natal, Páscoa ou Dia das Bruxas, sempre estava lá Brian armando grotescas maquiagens.
Estudou Jornalismo e começou a trabalhar na revista 25th Parallel, onde entrevistava bandas.Nessa época, já havia adotado a alcunha de Marilyn Mason (junção dos nomes da sex-symbol Marilyn Monroe com o do serial killer, Charles Manson) e era muito influenciado por grupos como Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper, AC/DC.Numa de suas reportagens, conheceu Trent Reznor do Nine Inch Nails e este o convidaria mais tarde para abrirem um show dele. O Marilyn Manson and the Spooky Kids tinha a seguinte formação: Brian Tutunick (Olivia Newton-Bundy) no baixo, Perry (Zsa Zsa Speck) no teclado, Scott Putesky (Daisy Berkowitz) na guitarra e uma bateria eletrônica.Começaram a se apresentar em pequenos lugares, já mostrando a que tinham vindo: além das roupas e maquiagens bizarras, usavam garotas nuas banhadas em sangue e crucifixos invertidos para "decorar" o palco.
Mas foi só no terceiro álbum que Marilyn Manson se consagrou no mundo todo. Ainda durante as gravações, Daisy foi substituído por Zim Zum e, em 1996, "Antichrist Superstar" entra nas primeiras posições das paradas.Os shows eram cada vez mais requisitados e cada vez mais insanos. O Reverendo Marilyn Manson, como já era conhecido, rasgava Bíblias no palco, limpava-se com a bandeira americana, cortava o próprio corpo com lâminas e ainda fazia questão de destruir por completo todos os camarins. Muitos prefeitos tentavam proibir os shows de Manson em suas cidades, o que só servia para aumentar a fama do vocalista.
Após um tempo sumido da mídia, Manson volta com força total em 2003 com "The Golden Age of Grotesque". Pesado e agressivo, o álbum mistura elementos de "Antichrist Superstar" e de "Mechanical Animals".
Ouça:
O álbum "Antichrist Superstar" que fez com que Manson alcançasse o topo da Billboard e ouça também o álbum Golden Age of Grotesque, cd um pouco mais comercial, mas que é uma obra prima de seu estilo.
Assista:
"Phantasmagoria - The Visions of Lewis Carroll", onde Manson dirige, faz a trilha sonora e atua no papel de Lewis Carroll (autor de Alice no País das Maravilhas).
No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=wKf4e4Tf1rE&mode=related&search=, onde ele fala sobre as acusações que são feitas contra ele pela sociedade.